Aquele sorriso. Tinha alguma coisa diferente naquele sorriso. Difícil explicar o que era. Parecia sincero, mas escondia algo ao mesmo tempo. Ele já tinha visto ela sorrindo antes, mas não desse jeito. Estava acostumado com a iluminação na hora que sorria, mas nunca tinha sentido aquele silêncio da sua ida. Por que? Lembrou-se então das tardes de domingo, casa cheia, muita gritaria, a desorganização mais organizada e aconchegante que tinha. Lembrou-se do balanço. Aquele que estava sempre indo e vindo. Um dia, ele estava vazio. Nunca tinha visto aquele balanço parado. A tarde estava ensolarada, a casa continuava cheia, mas o balanço estava parado. Ele foi ousado. Foi ao encontro do balanço. Sentou nele e deixou levar. Ele subia e descia de uma forma extremente envolvente. O sorriso palpitava e o coração aparecia. Não teve medo. Ele simplesmente não teve medo. Tentou outras vezes, outros dias, mas nunca mais sentiu a mesma coisa. Por que? Difícil explicar o porquê. Ele sabia que tinha algo de secreto no balanço que iluminava a sala. Do porquê do sorriso balançá-lo tanto assim. Era algo novo. Algo nunca visto ou sentido antes. Seu sorriso era um mistério. E ele teve medo. Ele simplesmente teve medo. Não tentou outras vezes. Não teve outros dias. Aquele sorriso, aquele misterioso sorriso, não apareceu mais. Mas seu silêncio ficou e era tudo o que ele conseguia lembrar.
''Tua caminhada ainda não terminou. A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errados e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros. Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram! Olhes para trás...mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.''
Quantas vezes você já se pegou pensando no passado e nas coisas que você costumava fazer? Nas brincadeiras que você tinha com os amigos, nos filmes que assistia 3 vezes por dia, na sobremesa esperada, na falta de lição.
Tenho que dizer que a nossa infância, para qualquer um, foi uma infância que teve boas lembranças.
Outro dia, fui lembrada das músicas que costumávamos ouvir (eu e meus amigos, na década de 90) e devo dizer que foi um momento de nostalgia um tanto quanto engraçado, queima filme e musical. Mas como sou uma pessoa que se orgulha de seu gosto musical do passado, vou fazer uma análise muito bem estudada sobre isso, ok? (mentira, só quero divertir vocês com esse meu - e NOSSO - passado sujo). Para tornar a coisa mais interessante, inventarei alguns quesitos e explicarei alguns pontos.
A nossa música brasileira dos anos 90 foi uma coisa um tanto quanto eclética. Eu sinto que devo começar com alguém que fez todas as minhas tardes de 5a feira pré aula de teatro serem mais divertidas, uma vez que eu e minha amiga sempre criávamos dancinhas e coreográfias para essas músicas. Ressalto que nossas coreografias eram muito mais criativas do que a moça aí faz, modestia parte.
Apresento a vocês a nanica do sertanejo que tentou inovar e sair do sangue da família criando músicas melosas e paradas com coreografias a se discutir e roupas a se analisar...WANESSA CAMARGO!!!!!
Sua obra foi composta por grandes sucessos. O que não posso dizer o mesmo de sua atuação e voz. Mas mesmo assim, entreteve a galera, principalmente a mulherada mini da época e fez a gente se encontrar em cada letra de suas músicas. Para vocês poderem visualizar melhor o que estou dizendo, coloco a sua obra que era a minha preferida ''Apaixonada por você''. Infelizmente não foi possível colocar aqui o clipe oficial, que está uma comédia. Mas dá para vocês verem no site mesmo (http://www.youtube.com/watch?v=cMvKbGPqH0E).
Ela fez outras grandes obras, como ''Amor, amor'', na qual ela interpreta Shakira. Também tem a grandiosa ''O amor não deixa'' que ela atua com seu ex. Aiai...boas lembranças.
Próximo destaque foi ninguém mais ninguém menos que aquele loirinho de olhos azuis que é apaixonado por praia e tem clipes mais bregas que a senhora Wanessa. Mas sua beleza e encanto me pegaram de jeito quando eu tinha lá uns 14 anos, talvez, e cantava suas músicas de cor e salteado, e adorava vê-lo no faustão e ouví-lo falar com sua voz carioca sexy. De quem estou falando? O fofo, gato, lindinho, meigo, apaixonanteFELIPE DYLON. No quesito criatividade de coreografias, eu daria zero. Tudo era algo muito natural, entende? Ele na praia, curtindo o som, o mar. Sempre tinha alguma gatinha (inclusive uma convidada especial era atriz da malhação na época) que ele queria conquistar ou ficava paquerando. Enfim, era tudo muito previsível, mas lindo, fofo, meigo e sexy muito interessante para as meninas da minha idade.
Ele criou grandes hits para o momento, mas a top master plus foi sem sombra de dúvida sua música de lançamento ''Deixa disso" que eu faço questão de colocá-la para vocês se encantarem com seu rostinho lindo, fofo, meigo e... e é isso ae.
Seguindo para o próximo sucesso...
Gente, quem se lembra daquela banda de garotos adolescentes que sues clipes eram sempre uma historinha? Lembram? Eles alcançaram o sucesso com muita criatividade nos clipes e nas letras das músicas. Era impossível não rir com o que eles faziam. E é claro que os refrões acabavam sempre na nossa cabeça por pelo menos uns 3 dias (coisa típica de toda música ruim). Mas se alguém começava a cantar, era questão de segundos para o outros entrarem no clima também. Aiai, esses meninos foram responsáveis por grandes risadas e momentos de união na minha infância. Estou falando dos fofinhos Bernardo, Bruno e mais três que não têm nome com B (acho eu), os B5!!!!!!!!!!!!!
Seu grande sucesso foi também o de lançamento ''Matemática''
Agora me diz, quem nunca ficou de recuperação de matemática e quis fugir para ir atrás de uma garota???
(tá, não precisam responder).
Bom, agora, não posso mesmo deixar de falar da dupla mais legal de todos os tempos SANDY E JUNIOR. Olha,eles foram os essenciais para a minha infância. Eu cantava, dançava, fazia apresentações de suas músicas e me apaixonei com o som deles, chorei com o som deles, brinquei com o som deles...gente, eles foram o maior sucesso da minha infância e hoje estão separados. ='/ (5 minutos de silêncio). Bom, eu tinha muitas músicas que adorava, mas uma em especial era minha preferida. O que mais gosto dela é a letra, óbvio. Mas o clipe está bem feito, sabe? (na medida do possível). A coreografia é suportável e o mais importante, a Sandy não fica fazendo caras e bocas exageradas como outras que vieram depois para tentar competir com ela. Segue então a minha preferida ''Quando você passa'' e depois a que tem um significado especial para mim ''Inesquecível''. Aiai...podem cantar junto, eu sei que vocês lembram das letras até hoje.
Bom, para finalizar eu preciso, preciso colocar o clipe que superou todas as minhas expectativas nesse meu momento de rever músicas antigas. Foi um clipe que 1-tem uma coreografia espetacular; 2- As roupas são no mínimo suspeitas; 3- os garotos têm uma cara de sei lá o que, e se você reparar bem, eles tentam de toda forma ficar com cara de sedução - é hilário - (e juro que eu os achava super gatos); 4- A letra da música é bizarra; 5- As rimas então...nem se fale. Mas mesmo assim, eu adorava. Cantava essa música com toda a força. Aiai...foi uma 4a série pertubadora.
Eu deixei no final só para terminar isso daqui com um pouco de MUITA risada.
Analisem e divirtam-se.
E viva o sucesso dos anos 90. uhuww!!!!!
=]
Já não é de hoje que os homens e as mulheres são seres COMPLETAMENTE diferentes.
O modo de agir, pensar, interpretar as coisas, falar, andar, amar, sonhar...
Sério, as diferenças existem e não é segredo para ninguém.
Acontece que não entender pelo menos o mínimo necessário do outro sexo pode ser um problema.
Mas não estou aqui para dar dicas de relacionamento, tampouco para desabafar.
É que o assunto na mesa hoje foi esse e acabei lembrando de um episódio de Friends que eu adoro, amo, venero, idolatro, sou fã. Infelizmente, não consegui achar na net, vulgo youtube. Mas vou passar a conversa por aqui só para vocês verem um pouco mais sobre essa diferença e a importância de ter uma noção sobre o bicho desconhecido que é o sexo oposto. (Ah! E também para apreciarem a genialidade dessa maravilhosa, incrível, incomparável série). ;D
Divirtam-se!
Fernanda S. B. Sales
FRIENDS - S01E2
Monica: O que vocês homens não entendem é que para nós o beijo é tão importante quanto o resto. Joey:(Tirando o sarro) Ah! Tá bom. Silêncio. Joey: (mais sério) Sério?? Phoebe: É claro. Rachel: Tudo o que você precisa saber está no primeiro beijo. Monica: Exatamente. Chandler: Acho que para nós beijar é meio que a mesma coisa que o show de abertura, sabem? É como ver um comediante antes do Pink Floyd começar a tocar. Ross: É. E não é que nós não gostamos do comediante. É só que não foi por isso que compramos o ingresso. Chandler: O problema é que depois do fim show, não importa o quão bom ele tenha sido, vocês garotas sempre querem ver o comediante de novo. Sabe? Nós entramos no carro, enfrentamos o trânsito tentando ficar acordado. (e aí vem a melhor parte...) Rachel: É, bom...vou dar um conselho: chame o comediante de volta, se não, na próxima vez, você vai estar na sua casa ouvindo aquele cd sozinho.
O sinal tocou.
Era inicío de algo novo. Do que poderia ser?
Na cabeça dela, tudo que se passava eram cenas passadas. Era a lembrança do que foi e não voltava mais.
O medo bateu forte de um jeito que nunca tinha batido antes.
E agora?
O sinal tocou de novo.
Novas cenas surgiram. Só que com pessoas diferentes. O andar mudou agora. Ela estava mais alta. As coisas tinham mudado muito e ela não entendia como e o porquê. Aquele sentimento veio de novo. Forte, intenso. Mas não, ela negava para si mesma. '"Está tudo bem''- ela dizia - ''Vai ficar tudo bem'' - ela tentava se convencer.
A porta abriu e trouxe novos filmes. Descobriu novos poderes, entendeu alguns limites. Encontrou algum conforto. Encontrou uma paz. Criou um laço. Se entregou.
E foi por completo. Como nunca tinha sido antes. Sentia-se leve. Nova.
O sinal tocou novamente.
Ela ficou parada tentando entender o que estava acontecendo. E agora? Ela ia para onde? Com quem?
Algumas portas mudaram de lugar. O corredor ficou o mesmo. Mas a porta mudou completamente de cor.
Ela estava estranha. Sentiu um frio, um desconforto. Mas teve força e não sabia direito o porquê.
Alguma coisa dizia que dessa vez o sinal ia tocar mais rápido e que seria a última vez. Ela correu contra o tempo. Se envolveu. Se encontrou. Se conheceu. Ela viveu algo incomparável. Se fantasiou. Mudou o caminho porque a ponte tinha quebrado. Dançou uma valsa. Levou seu melhor amigo junto com ela. Voltou no tempo. Cantou seu hino. Não chorou. Deu adeus e não chorou.
O sinal tocou.
Era início de algo novo. Do que poderia ser?
Na cabeça dela, tudo que se passava eram cenas passadas. Era a lembrança do que foi e não voltava mais.
O medo bateu forte de um jeito que nunca tinha batido antes.
E agora?
''As palavras! As simples palavras! Como são terríveis! Quantas são límpidas, fulgurantes ou cruéis! Bem quiséramos evitá-las! No entanto, que sutil magia há nelas?...Dirse-ia que dão uma forma plástica às coisas informes e que possuem uma música própria, tão doce como a do alaúde ou a de um violino! As simples palavras! Que há de mais real que as palavras?''
Um dia me falaram que eu vejo o mundo cor-de-rosa. Será que foi o reflexo do nascer-do-sol no mar? Ou foi o brilho da estrela? Quem sabe foi o brilho no olhar, a gargalhada da criança. Talvez tenha sido aquele olhar, aquele sorriso, aquele abraço. Ah! Sem dúvida foi o abraço. Foi a intimidade. A confidência. A tarde que durou uma eternidade e que por ali ficou. A palavra. Aquela não dita. A que era essencial para o momento, mas sua ausência beirou a perfeição. Foi ideal. Foi real. Foi o gesto. O toque. Foi o primeiro toque. Foi o seu poder. Seu calor. Foi o beijo. Foram as horas. Os minutos. Os milésimos. Foi o tempo parado. O cada instante. Foi aquele momento. Aquele simples momento. Acho que foram as lembranças. Não sei. Mas lembro que teve um dia em que o vermelho alaranjado do pôr-do-sol misturou-se com o azul do céu e foi como se alguém tivesse pintado, o céu ficou rosa. E naquela dia, naquele instante, o mundo estava rosa para mim. Só para mim.
Fernanda S. B. Sales
(eu devo estar gostando muito do blog para postar algo que escrevi a um certo tempo atrás e que tem um significado especial para mim. Naquele dia, isso foi o bastante. O suficiente.)
quando você se depara com algo completamente novo?
Sim. Você vai se deparar com isso.
Não importa seu sexo, sua idade, suas experiências, suas ações, seu modo de vida, sua filosofia. Indubitavelmente isso vai acontecer com você. Mais cedo ou mais tarde.
Mas, o que fazer?
O pensamento inicial é fingir que não é tão novo assim. Que você já teve experiências com isso. Que você já viveu muita coisa assim e está tudo sob controle. Não se iluda. As coisas não são tão previsíveis como parecem ser. Talvez você deva então fugir. Corra, corra o máximo que puder. Se proteja. Crie barreiras. Paredes. Faça outras coisas, se distraia. Mas não pare nunca, porque quando você o fizer, ela vai te pegar. Indubitavelmente. Mais cedo ou mais tarde. Então se prepare. Se exercite para tal. Construa situações nas quais você saiba o que fazer. Sinta-se dono da situação. Crie situações reais, não inimagináveis. Não sonhe. Não seja pé no chão. Se entregue. Se Solte. Se feche. Se prenda. Se encontre. Se perca. Não se envolva. Jamais se envolva. Deixe rolar. Fique tranquilo. Tudo está sob seu controle. Divirta-se. Jogue. Brinque o quanto puder. Que tal correr riscos? Fazer coisas novas, coisas nunca feitas antes. Ter coragem para dizer coisas nunca ditas, sentir coisas nunca sentidas, encontrar coisas desaparecidas. Faça o que quiser. O risco é seu. As experiências são só suas. Sinta o calor da emoção do novo. Sinta o medo do desconhecido. Fique cético. Descrente. As coisas não são como a gente acha que são, mas dessa vez é diferente. Elas serão e você nunca esteve tão certo disso. Agora você é o dono da situação. Se iluda. Por que não? Uma hora você vai acordar. Mais cedo ou mais tarde. Indubitavelmente.
Você não entra em um jogo sozinho.
Só não se esqueça que nem sempre é preciso um só vencedor. Pense nisso. Faça sua escolha.
''Os sonhos são como a tradução para uma língua de coisas intraduzíveis de outra; ou como a transposição para linguagem - forçosamente confusa ou complicada - de sentimentos vagos ou complexos, que a redacção normal não pode comportar''
Há séculos, o homem se dedica a inventar coisas para agradar o próprio homem.
A tecnologia está aí justamente para provar que são tentativas e mais tentativas de satisfazer as necessidades (muitas vezes não necessárias) do ser humano. Tentativas essas que foram bem realizadas, sem dúvida.
A questão que quero colocar é sobre a intensidade dessas invenções.
Por quanto tempo ela te satisfaz?
E o quanto ela te satisfaz?
Dentre todas essas maravilhas criadas, a minha favorita é sem sombra de dúvida a música.
Existe coisa mais bela e emocionante e intensa do que a música?
Desde seus tempos primários, a música era tida como atividade ligada à magia, à saúde, à metafísica.
Sua genialidade foi sendo implementada com o passar do tempo, mas sua essência permanecia intacta.
Há todo o tipo de música. E isso é indiscutível, assim como a sua qualidade. Cada uma tem seu toque especial. Cada uma tem o poder de encantar. De entrar na pessoa e seduzí-la, conquistá-la, envolvê-la. A música tem um poder incondicional, imensurável, inexplicável.
Quantas vezes você já se trancou no quarto, ligou o som no último volume e colocou aquela música? Quantas vezes você estava no trânsito e de repente sua música começou a tocar? E quando você está em um bar e a tal música toca?
O que você sente quando essas coisas acontecem?
É inexplicável, não é?
Você pode estar em uma conversa extremamente boa, fazendo uma atividade intensa, distraído com algo, mas quando toca aquela música parece que tudo parou. Você faz silêncio. Você se envolve. Você por alguns minutos, se encontra.
Acho que alguns dos que me conhecem sabem onde vou chegar.
Eu só poderia estar escrevendo tudo isso se houvesse essa tal música para mim. E muitos sabem que sim, há. Acho que nunca cheguei explicar o quão intensa ela é, o significado (inexplicável) que ela tem.
Em toda música há diversas histórias possíveis de interpretação. Nessa, eu vejo apenas uma. É a interpretação que mais tem a ver comigo, que mais me emociona.
Para mostrar algumas das histórias e aproveitar para mostrar a música para aqueles que não a conhecem, eu colocarei o clipe dela.
Já adianto que a minha interpretação não aparece ai. Na verdade, ela não aparece em nenhuma representação. Ela vai além da ação. A minha interpretação está na pura essência do que eu considero amor.
Se envolva. Se entregue.
Deixe a música entrar em você.
Não pense. Sinta.
''A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo.''
Tempo.
Eita coisinha difícil (se não impossível) de medir.
Primeiramente, já nem podemos tocá-lo. É aquela coisa que existe e a gente tem que aceitar. Ponto.
Tudo bem que muita coisa acontece que simboliza a existência desse karma. Como o cabelo branco surgindo, o sono indo e vindo, o (des)gostar de alguém...
Ok. Com isso acertado, partimos para o próximo ponto.
Ponto número dois, ou segundamente - criando uma palavra se for para seguir a regra - como saber exatamente se o tempo que você ''tem'' é o certo, o universal?
Bom, primeiro que os relógios são a maior bagunça, não é mesmo? E isso é muito bem sentido no final daquela aula chata, que no seu relógio já deu o tempo, mas no do professor ainda faltam aqueles tais 10 minutinhos.
Ok.
E quando saber se o tempo que te ''deram'' é o suficiente?
Vixi...
mas daí não dá para saber.
Por quê?
Bom, voltamos ao início...
é difícil medir o tempo.
E tudo é muito relativo.
O que é suficiente para mim pode não ser suficiente para você, e vice-versa.
Falei algo novo?
Não. Tenho certeza que não.
Então cheguei exatamente onde queria chegar: pare de tentar colocar regras e ditados em tudo que acontece. A vida não é medida de nenhum jeito simétrico. Pelo contrário. Os altos e baixos estão aí para quebrar esse tabú, essa coisa de que tudo vai ter uma regra.
Regra dos 5 segundos;
Crise dos 6 meses;
Crise da meia idade;
...
Te desiludi?
Fique tranquilo, espera 2 minutos que isso passa.
Ok. Tudo isso foi pura enrolação só para você entrar no clima ideal para o que eu quero mesmo mostrar. =]
Se você resistiu, foi fundo e leu até aqui, então gaste mais 3 minutinhos e dois segundos para ver como as coisas são muito relativas. Além de observar a genialidade do senhor Washington Olivetto.
Depende.
Para mim ou para você, depende.
Impossível saber quem saberia melhor dizer se sim ou se não, mas que ela existe, existe.
Eu me atrevo a dizer que não só existe como é incontestável, por mais duvidosa que ela possa ser. E acredite, ela é.
Não interessa muito como ou o porquê, mas ela acontece e nada podemos fazer para evitá-la. Uns evitam? Ô se sim. E como. Mas há outros que a indagam, a contestam. Fazem de tudo e um pouco mais para tentar explicar o que ela realmente é.
Ousada como sou, digo que é inútil. É uma luta sem um vencedor. É uma história sem final.
É um texto sem nexo. É o que acabou virando isso daqui.
Sem mais delongas, digo que devemos aceitar não os seus resultados, mas a sua existência.
Porque a (in)justiça nada mais é do que a (in)conformidade de algo (in)esperado.