terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Desejos

Naquela noite, ele simplesmente não conseguia dormir. Estava deitado na cama e ficava pensando...
Passava todas as noites na Califórnia. Sua vida era do jeito que ele esperava e tinha tudo o que queria. Mas ele sentia falta de algo.
Ele sempre fez tudo com a maior boa vontade e com boas intenções. Naquela noite ele pensou em todas as coisas que deixou para trás, tudo que decidiu por não ser e não fazer. Só que nunca esteve pronto para falar sobre isso.
Por que não pode ser eu?
Naquela noite, ele olhou para as estrelas e ficou se perguntando o que faria se ele pudesse ser daquele jeito?

Se pudesse ser assim, ele daria qualquer coisa para poder viver um único dia daquele jeito. Não sabia ao certo o que faria, mas gostaria de ter a chance de poder viver aquilo apenas por um dia.

No sonho, eles estavam correndo sem destino. Eles estavam livres.

Naquele dia, ela foi fazer o que sempre faz todos os dias. Assistia as pessoas passando e se divertia com isso. Era engraçado imaginar qual seria a vida de cada uma dessas pessoas que passavam por ela e que nunca mais tornaria a encontrá-las.
Tudo o que ela queria era poder viver um pouco desse sonho.
É pedir demais?
Ela gostaria de viver em uma casa segura. Queria ser feliz, ter uma família. Não era pedir demais. Na verdade, tudo o que ela queria era algo para se apoiar. Ela precisava muito disso. Era tudo o que ela desejava.

Se pudesse ser assim, ela daria qualquer coisa para poder viver um único dia daquele jeito. Não sabia ao certo o que faria, mas gostaria de ter a chance de poder viver aquilo apenas por um dia.


Na vida, eles estavam caindo. Eles estavam perdidos um do outro.

Fernanda S. B. Sales
(Baseado na música: Be like that - 3 Doors Down)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Perda

Ela simplesmente não sabia lidar com isso. Não era nada novo. Não era nada confuso. Mas ela simplesmente não sabia lidar com isso. Buscou informações, respostas, saídas. Não achou nada. Não teve nenhum feedback. Procurou, procurou e procurou. Mas não achava. Nada fazia ela entender. Nada fazia ela se sentir confortável de novo. Foi estranho. Ela queria ficar sozinha quando estava com as pessoas e queria estar com as pessoas quando estava sozinha. Ela não queria nada. Ela queria tudo. Ela queria qualquer coisa. Correu na direção da porta. Ela estava trancada mas nunca tinham a trancado antes. Ele se sentiu presa nas próprias paredes do pensamento. Pensamentos estes que ela fugia a qualquer custo. A fresta da janela era suficiente para ver sua sombra, sua sombra que a seguia. Mas ela estava parada. Não ia para lugar nenhum. Mas a sombra continuava lá. Uma hora ela viu que não adiantava abrir a porta, não adiantava ir para nenhum outro lugar. Ela viu que têm certas coisas que não precisam de explicação para serem reais. E são justamente essas coisas que ela não sabia lidar.

Fernanda S. B. Sales
(escrito tempos atrás)

domingo, 22 de novembro de 2009

2012

Acabei de chegar do cinema. Agora são exatamente 02h39 e eu acabei de presenciar o fim do mundo.
Confesso que para algo que deveria ser tenso e dramático, eu dei boas risadas. Inclusive, por muitas vezes, a música do REM - It`s the end of the world as we know it - ficou na minha cabeça (eu não tenho culpa, eles falaram isso no filme várias vezes).
Não que eu me divirta com as perspectivas futuras dos queridíssimos maias, é só que conseguiram dirigir isso de uma forma um tanto quanto encantadora, se é que vocês me entendem.
Aproveitando o momento de confissão, devo dizer que essa coisa toda de fim do mundo é algo que me faz pensar. Não, não, eu não vou falar agora todas as coisas que não fiz e tenho que fazer até 2012, até porque isso é coisa para aqueles que não vivem a vida intensamente e, sim, eu tenho apenas 18 anos, não fiz tudo que quis fazer, mas SIM, vivo a vida intensamente. É piegas, eu sei, mas é verdade oras bolas. Quer dizer, eu tive lá meus momentos de deslizes, entendem? Meus dramas e depressões passageiras. Mas como bem disse, foram passageiros.
Mas voltando na parte que quero mesmo falar...
essa coisa toda de premunição de todos esses senhores do futuro, do tempo passando mais rápido, de acidentes nos céus e derivados, que acaba por ser o apocalipse...pode ter algum sentido. Bem, bem, bem no fundo.
Não estou falando que acredito em nada disso, é só que essa coisa de fim é MUITO relativo. Talvez isso é que seja algo que nós devessemos pensar agora. Ou não exatamente agora, afinal, são 02h45 da manhã e pensar nisso não é exatamente a coisa que farei por muito mais tempo. Na verdade, me deu uma vontade bem grande de ouvir REM.
Enfim...
eu estava realmente chegando à algum lugar com isso. Mas me perdi.

Bom, não que isso vá de fato à algum lugar. E não estou dizendo que você deva agora parar para pensar nas coisas que fez na vida e tomar decisões que você não tem coragem de fazer, mas que fará só porque o ''fim'' se aproxima. Não, não, não.
Relaxa meu querido, relaxa.
Sendo fim do mundo ou não, faça as coisas que você julga ser certo e ponto. E se for tomar alguma importante decisão e você diz estar sendo incentivado por conta da aproximação de 2012...ok, tome-a. Mas todos nós sabemos que isso seria uma desculpinha, vai. Mais para você do que para mim.

Isso tudo é, na verdade, uma grande desculpa, tanto para você quanto para mim.

Fim.



Fernanda S. B Sales

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Existe a chance

"Às vezes, na vida, formam-se laços que jamais poderão ser partidos. Às vezes, você realmente encontra uma pessoa que sempre a apoiará haja o que houver. Talvez seja um esposo e comemorará isso com um casamento dos sonhos. Mas existe a chance de que a pessoa com quem você pode contar por toda a vida, aquela pessoa que a conhece por vezes melhor do que você própria, seja a mesma pessoa que sempre esteve ao seu lado."

Não digo que é para sempre, mas existe a chance e de certa forma...é.
;D

Fernanda S. B. Sales

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Desafio

"Escolha o texto que esteja no blog de alguém da sala. Junto com seu grupo faça uma interpretação narrativa audiovisual para esse texto. Usa a criatividade."

Achei muito diferente esse trabalho e para àqueles que tiveram curiosidade em ver o resultado, aqui segue o link do texto (http://jutomazetti.blogspot.com/) e o vídeo que eu, Mônica Zafani, Paula Carvalho e Pietro Coelho fizemos. Aconselho ler o texto antes de ver o vídeo!!!

Divirta-se e se quiser, tente fazer algum dia. É muito interessante ver o resultado.





Fernanda S. B. Sales

domingo, 25 de outubro de 2009

Forever Young

A. era uma pessoa muito diferente de todas as pessoas que F. já conhecera na vida. Era uma garota colorida, boa gente mesmo. Chamava atenção com seu jeito de se vestir, mas escondia o seu mais profundo sentimento por entre seu estilo. Seu estilo de música era alternativo e um tanto quanto engraçado quando parava para checar os cds em seu quarto. F. e A. não tinham muita coisa em comum. Mas elas se conheceram na espera do metrô e por algum motivo que até hoje não se sabe, elas passaram a se encontrar muitas outras vezes.
No ano seguinte, F. começou a encontrar A. todos os dias. E esse foi um ano que F. nunca se esqueceu, e ela inclusive julga ter sido um dos melhores de sua vida.
V. era um garoto que F. nunca teve amizade antes. Ele era fechado em seu próprio mundo e não fazia questão alguma de fazer amizades. Isso dificultou as coisas quando F. conheceu V. pela primeira vez. Ela confessou uma vez que não foi com a cara dele logo de primeira. V. tem um estilo rockeiro incondicional que chamava atenção de F. V. e A. tinham isso em comum. V. demorou um certo tempo para entrar vida de F. mas foi F. descobrir que não tinha ninguém melhor para conversar sobre seu livro preferido do que V. que as coisas começaram a mudar. E isso foi motivo suficiente para eles não calarem a boca, principalmente nas horas que falar era a única coisa proibida do local.
B. foi o último a chegar porque ele veio de longe, de bem longe. Ele estava meio perdido, mas seu jeito engraçado e brincalhão fez parecer que ele tinha tudo sob controle. Pessoa com um dom divino para música que F. nunca tinha conhecido antes, B. passava para ela tranquilidade e conforto. F. quis conhecer B. sem saber direito o motivo. Ela foi conversar com ele e nisso acabou conhecendo D.
D. era uma pessoa super quieta. Tinha tudo para ser tradicional, mas quando F. o conheceu, surpreendeu-se com suas atitudes e pensamentos. D. conquistou F. muito, muito rápido mesmo. Ele já conhecia A. e V. e quando conheceu F. foi o começo de algo que marcaria muito todos eles.
F. não sabe dizer ao certo como, quando e por que as coisas aconteceram daquele exato jeito naquele exato ano. Nenhum deles saberia explicar. Mas aconteceram. Naquele ano, F. conheceu pessoas que nunca tinha tido antes. Eles se entregaram para valer e ninguém sabe ao certo dizer o porquê.
Tudo o que eles sabiam é que eles tinham um ao outro.
Eles se bastavam.

F.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O poder da curiosidade

A curiosidade tem um poder avassalador no ser humano. Ela transforma pessoas tranquilas, certas de si, indecisas, indiferentes, controladas em: neuróticas, paranóicas, inquietas, interesseiras e (essa é a parte que mais me intriga) muitas vezes extremamente decididas.

O não saber e a vontade de mudar essa realidade é capaz de tornar a pessoa em um detetive profissional. Que tenta juntar cada pista, cada sinal perdido. Que fica relembrando palavras ditas e frases sem sentidos. As ligações mais bizarras e sem explicações são feitas e ele acha que está no caminho certo. Nunca foi tão desejado ser mais ligado nas coisas ao seu redor.

Ou então a criatividade rola solta. Muitas imagens e situações são elaboradas e, acreditem, vai além do subconsciente e ele se perde em seus próprios pensamentos. O curioso, nesse caso, perde muitas vezes a noção do possível. A diferença do viável e do absurdo desaparece. É claro que a tal coisa misteriosa nunca é do jeito que ele espera ou imagina, e o resultado disso pode ser bem decepcionante.

Acho que o pior é quando o curioso fica determinado. Ixi, daí não há quem segure. Ele se torna surdo para as coisas que não lhe interessa ouvir, como alguém tentando convencê-lo de que ele não precisa saber agora o que é. E fica a pessoa mais insistente do planeta. Não esquece mesmo e o descanso é inacessível até que finalize sua meta. Coitada da pessoa que tem que aturá-lo.

Mas há sempre aquele que se transforma em jogador profissional. Esse sim é preciso cuidado e atenção. Ele parece que cria planos e mais planos e táticas para tentar tirar respostas das pessoas sem que elas percebam. Ele disfarça seu interesse e mede suas palavras e vai comendo pelas bordinhas. Faz o famoso ''jogo verde'' e acaba se tornando especialista no negócio. O problema é que nisso ele pode descobrir coisas além do que o desejado. Mas daí...quem mandou ser tão curioso?


Fernanda S. B. Sales

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Sem sentido algum

Eu, particularmente, acho péssimo quando estou com muita vontade de escrever e simplesmente não sei por onde começar ou, pior ainda, não sei nem ao menos sobre o que quero falar. Podia falar sobre muitas coisas. Inventar alguma história de uma garota que se perdeu na floresta, de um menino que colou na prova, de um senhor que comprou um relógio para a mulher ou do dia em que todos acordaram e os sons das coisas estavam todos trocados. Ou então podia apelar para o emocional, para a reflexão, ou para as piadas sem graças que conto quando não consigo permanecer em silêncio nos meus momentos de hiperatividade (que são raros). Podia criar contos com morais interessantes ou meio esquisitas. Ou quem sabe eu poderia até mesmo inventar qualquer moral que ligasse as atitudes dos seres humanos com as dos animais. De certa forma, traria algo para no mínimo entreter a mim mesma, mas é péssimo quando não consigo fazê-lo. Ai eu acabo por ficar um tanto quanto entediada e procurando por assuntos ou coisas que nem sequer eu sei quais são. Digamos que essa é uma tática que muitos fazem e nem sequer admitem, mas eu admito, eu faço e estou fazendo agora mesmo. Ahá.
Eu, particularmente, acho engraçado o fato de você ter continuado a ler esse texto que não é bem um texto, é mais uma junção de palavras que formaram frases meio sem sentido e sem muito feedback para a sua pessoa.
Aiai...
eu podia simplesmente aceitar o fato de que não tenho nada para falar, mesmo com tanta coisa para ser dita, e não escrever o que estou escrevendo. Ou então podia tentar pelo menos melhorar o rumo disso que ninguém chamará de texto, tampouco admitirão que chegaram até o fim dele. Só que agora estou sem criatividade e acho péssimo quando isso acontece.


Fernanda S. B. Sales

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Just do it

Para todos aqueles que hesitam, para todos aqueles que procuram desculpas para não fazer, para todos aqueles que querem um empurrão algumas horas, enfim, para todos nós, eu tenho algo a mostrar...




"Don`t think, just do"

As coisas nunca acontecerão exatamente do jeito que imaginamos, mas não significa que será melhor ou pior. Por isso, arrisque, faça e descubra. "O mundo é de quem faz".


Fernanda S. B. Sales

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Para a criança que há dentro de você

Acho que uma das coisas mais lindas que existem no mundo é a pureza da criança. A forma como ela se diverte com tão pouco, a sua sinceridade, o seu companheirismo. A criança é capaz de despertar sentimentos muito bons de dentro de nós, até mesmo quando estamos para desabar. A criança nos ajuda a levantar com uma simples gargalhada, com um carinho ou somente por sabermos que ela está por perto.
Todos têm sim uma criança dentro de si, mas poucos são capazes de libertá-la quando preciso e aproveitá-la. Me atrevo dizer que isso é uma crueldade. Pois somente quando deixamos esse nosso lado aflorar é que conseguimos ser puramente feliz.
Pode concordar comigo ou não, mas que a verdade seja dita: é impossível não sentir uma paz quando ouvimos a gargalhada da criança.

Aproveitando o tema, colocarei um vídeo com um texto que foi feito por um dos responsáveis por tornar a infância de TODOS mais feliz e mágica, além de sempre fazer-nos libertar a criança que existe em nós.

Enjoy it.

E Feliz dia das Crianças!




Fernanda S. B. Sales

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Pura diversão

É tão engraçado conhecer pessoas novas. Se for parar para pensar, há sempre umas etapas que são seguidas nesse momento. Acompanhem comigo...

Etapa #1 - Enfrentando o desconhecido
- Simpatia ao extremo (para poder ter as portas abertas para conhecer essas pessoas);
- Uma variedade enorme de assuntos aleatórios são lançados (só não apele para o tempo, guarde esse assunto para o elevador);
- O silêncio é um pouco pertubardor;
- Quando alguém conta uma piada sem graça, ninguém tira sarro disso (eu particularmente adoro essa parte);
- Há o famoso pensamento ''Será que ela gostou de mim?'' (e seus variados);
- Telefones podem ser trocados ou não.
Etapa #2 - Se acostumando com a pessoa
- Os assuntos deixam de ser tão vagos e começam a ter mais sentido (alguns deles continuam);
- Começam as tais ''piadinhas internas'' - aquela situação que aconteceu quando vocês estavam juntos e vocês relembram em algum momento;
- O silêncio não é tão pertubardor, mas se der para ser evitado, ele será;
- Há ainda uma certa restrição nas coisas ditas (as pessoas ainda estão preparando o terreno);
- Se alguém conta uma piada sem graça, os outros riem mas fazem algum comentário para tirar um sarrinho;
- Há ligação apenas para pedir lição, ou pegar o telefone de outra pessoa.
Etapa #3 - Aproximação
- Assuntos pessoais começam a entrar em jogo;
- O silêncio sempre gera algum assunto inacabado;
- As personalidades já estão bem definidas;
- Começa a intimidade;
- Algumas saídas são sugeridas mas nenhuma delas se concretizam;
- Contam uma piada sem graça, a risada é da ridicularidade de piada e da pessoa por ter contato;
- As ligações continuam para pedir alguma coisa, mas continuam com um assunto diferente.

Etapa #4 - Amizade estabelecida
- Liberdade total;
- Apresentação para família;
- Os assuntos não param;
- O silêncio acontece poucas vezes, mas quando acontece não é um problema;
- As piadas não param de surgir, principalmente as zuações entre as pessoas;
- Quando não estão juntos, várias coisas lembram o outro;
- O contato é natural e, muitas vezes, preciso;
- As pessoas são exatamente quem são de verdade (o mau-humor de manhã deixa de ser escondido);
- As saídas acontecem com frequência e sempre são agradáveis e no mínimo engraçadas;
- E aquela primeira piada sem graça contada na etapa #1 é sempre lembrada pelos outros que a ouviram, para esses poderem finalmente zuar a pessoa que a contou (parte triste dessa etapa para mim);
- Os assuntos mais bizarros surgem (como ver quem é quem no filme da "Branca de Neve e os sete anões'' - o que é muito fácil, uma vez que todos já se conhecem super bem para poder ligar as personalidades);
- As ligações são feitas com muita frequência e, na maior parte das vezes, um assunto leva o outro e quando foi vê, já se passaram horas e é prevista a bronca dos pais;
- O futuro é falado e as pessoas que falam estão sempre juntas.

Aiai...essas etapas são muito divertidas e é legal quando acontecem na ordem. O mais gostoso mesmo é viver a etapa #4 com várias pessoas diferentes, com grupos diferentes. Lógico que cada etapa acaba tendo características um pouco diferentes para cada pessoa e grupo, mas concordamos que mesmo assim, elas têm o mesmo conceito.
O que eu mais gosto da última etapa é a liberdade que surge entre as pessoas envolvidas, é o vínculo forte que se cria e que faz todas as manhãs, saídas, encontros....serem muito gostosos.

Amizade para mim é algo extremamente precioso (momento piegas).
Então homenagearei esse post para todos aqueles que viveram as 3 primeiras etapas comigo e hoje compartilham a última, contribuindo para fazer o meu mundinho mais cor-de-rosa ainda.

;D


Fernanda S. B. Sales (Feliz)

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pergunta inevitável

“- Por que é tão importante o Amor?
- É a vela do navio.
- Permite que eu insista: que é o Amor?
- Dar.
- Dar... Mas dar o quê?
- Dar. Desde um olhar até sua vida.”

Operação Cavalo de Troia (trecho)

Uma hora, isso acontece para todo mundo. Não tenho a menor dúvida.
A dica que dou é deixar acontecer, porque se você o fizer, será uma das melhores e mais intensas coisas que fará na vida.

Fernanda S. B. Sales

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Death and all his friends

Faz pouco que fui informada que uma das bandas mais queridas confirmou a data de show aqui no Brasil.
Estou falando de Chris Martin, Jon Buckland, Guy Berryman e Will Champion, membros da banda inglesa: COLDPLAY.




A alegria é tão grande que irei contagiá-los também.
O show será realizado no Estádio do Morumbi, dia 3 de março de 2010.
Os ingressos começarão a ser vendidos dia 7 de novembro (daqui um mês). E acreditem, esgotará antes do que vocês imaginam.

Essa banda genial começou em 1998, em Londres. De lá para cá, os integrantes permaneceram os mesmos, mostrando a estabilidade e vínculo entre eles. Seus albúns foram sendo aprimorados e grandes e espetaculares hits foram lançados. ''Yellow'', ''The scientist", ''Clock'', entre outras, são músicas que todos conhecem e é impossível não saber pelo menos uma partezinha da letra, ou pelo menos o rítmo, vai.

Eles atingiram um sucesso espetacular e foi extremamente merecido. A banda tem uma união muito forte e também se envolve em projetos sociais. Além disso, quem vai no show deles, não sai decepcionado. Eu fui e devo dizer que foi o show mais maravilhoso que já fui (inclusive, esse mesmo show virará um dvd dessa nova turnê, iei). É um espetáculo mesmo, sem exageros. A presença de palco deles é incomparável, principalmente a do vocal, Chris Martin. As músicas são de arrepiar e ouvir a platéia inteira cantando é de simplesmente tirar o folêgo. Não comento nem dos efeitos especiais, que tornaram a coisa mais mágica ainda, por incrível que pareça.

Coldplay é uma banda muito, muito criativa em seus shows e em seus albúns.
Essa nova turnê que eles começaram há um tempo pelo mundo, e vem para o Brasil em março, é do cd novo ''Viva la Vida or Death and all his friends''. É um cd que não está sendo vendido, mas há uma explicação para isso. Eles estão entregando (sim, distribuindo de GRAÇA) para a galera que vai no show. Pois é gente, eles não brincam em serviço.

Bom, como sempre, vou mostrar umas coisinhas para vocês visualizarem um pouco o que quero falar.
Aqui é o link do site oficial desses fofinhos (http://www.coldplay.com/recordings.php). Mandei o link com as músicas do cd novo, que fazem parte de uma parte do show (acreditem...eles vão MUITO além). Recomendo que vocês deem uma fuçada no site no geral, é muito bem estruturado, organizado e criativo (estou puxando muito o saco deles, não?).
Próximo passo agora é recomendar algumas músicas, certo?
Quero recomendar do novo cd a minha preferida ''Death and all his friends''
E recomendo também a que foi justamente a música de abertura do show que fui deles esse ano, imagino que é a que estão usando em todos os shows dessa turnê. Enfim, a música é simplesmente contagiante. Muito boa mesmo e o clipe, nossa, o clipe é que outra palavra posso usar??  fascinante, além de trazer muito, mas muito perto o espetáculo que é o show deles. Aiai. ''Live in Technicolor''.
http://www.youtube.com/watch?v=fXSovfzyx28&feature=fvst


O show será sem combra de dúvida um espetáculo, deslumbrante, inacreditável e inesquecível. Eu se fosse você não perdia essa chance.


E viva la vida! ;D
(não podia deixar de falar. haha)




Fernanda S. B. Sales

Estranha rotina sem sentido

É tão estranho. Tem tanta coisa acontecendo que parece ser impossível absorver ou entender até mesmo as coisas mais simples. O tempo, aquele com o poder da cura, da resposta, da sabedoria tornou-se o mais presente inimigo. Presente que não existe. O agora que nunca é, mas sempre foi e será. Não é o que se faz, não é o que se conquista. É o que foi perdido, o que está indo embora.
É tão normal. Nada está acontecendo que parece ser previsível dizer ou imaginar até mesmo as coisas mais surpreendentes. A rotina, aquela que é evitada, que é assustadora, tornou-se a mais intensa companheira. Intensidade que persiste. O poder que sempre aumenta, que toma conta e não deixa de ser. Não é o que se faz. Não é o que se conquista. É o que predomina, o que não tem controle.
É tão inexplicável. Têm tantas perguntas que parece não ter resposta. É o que é procurado, mas dá medo. Medo que faz acreditar que é preciso um sentido, não que o sem explicação é preciso apenas ser sentido.


Fernanda S. B. Sales

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Laços

Acho realmente interessante a forma como a vida funciona. Muitas coisas acontecem e a gente se vê obrigado a entendê-las, quando na verdade não é o entendimento que as faz terem sentido. De tantas coisas surpreendentes que nos deparamos enquanto vivemos cada dia, eu me refiro hoje às pessoas que cruzam nosso caminho. São tantas e de todos os tipos e intensidades. Parece que cada pessoa entra na sua vida por alguma razão, e não importa o tempo que elas permaneçam, haverá sempre aquelas que marcarão eternamente.
Acho que cada um terá tipos únicos e terá suas preferências. Talvez não devéssemos questionar tanto as coisas que acontecem, por mais natural que isso possa ser para o ser humano (o questionamento). Elas acontecem e têm uma razão para isso. Ponto. Uma hora, talvez, as coisas possam ter sentido, mas procurar por isso é andar em círculos.
Acredito que devemos viver cada dia, e não digo isso pela profundidade e, ao mesmo tempo, pelo vazio desse famoso clichê. Digo isso porque a vida está sempre nos guardando coisas e muitas delas virão quando menos esperamos. Não digo para ficarmos preparados. Mas digo para vivermos. Aproveitando cada pessoa, cada gesto, cada palavra não dita, cada olhar, cada momento.
Eu ouvi hoje que se a coisa tem que acontecer naquele momento, ela acontecerá. Se passar daquela hora, não será mais a mesma coisa. Então por isso, não deixe o momento passar. O tempo nem sempre está ao nosso favor.

Bom, mas para ilustrar um pouco o que quero dizer e para nos fazer pensar também sobre coisas da vida, mostro agora um vídeo espetacular, feito em 2007 e que foi o único curta brasileiro no concurso Project Direct. O curta foi orgazinado pelo YouTube e ganhou o prêmio com louvor.
Vale a pena assistir e se emocionar com as reflexões que são lançadas para nós.


Fernanda S. B. Sales


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Algo a se pensar

Têm certas coisas que não precisam de explicação para serem reais.

Fernanda S. B. Sales

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Misterioso balanço

Aquele sorriso. Tinha alguma coisa diferente naquele sorriso. Difícil explicar o que era. Parecia sincero, mas escondia algo ao mesmo tempo. Ele já tinha visto ela sorrindo antes, mas não desse jeito. Estava acostumado com a iluminação na hora que sorria, mas nunca tinha sentido aquele silêncio da sua ida. Por que? Lembrou-se então das tardes de domingo, casa cheia, muita gritaria, a desorganização mais organizada e aconchegante que tinha. Lembrou-se do balanço. Aquele que estava sempre indo e vindo. Um dia, ele estava vazio. Nunca tinha visto aquele balanço parado. A tarde estava ensolarada, a casa continuava cheia, mas o balanço estava parado. Ele foi ousado. Foi ao encontro do balanço. Sentou nele e deixou levar. Ele subia e descia de uma forma extremente envolvente. O sorriso palpitava e o coração aparecia. Não teve medo. Ele simplesmente não teve medo. Tentou outras vezes, outros dias, mas nunca mais sentiu a mesma coisa. Por que? Difícil explicar o porquê. Ele sabia que tinha algo de secreto no balanço que iluminava a sala. Do porquê do sorriso balançá-lo tanto assim. Era algo novo. Algo nunca visto ou sentido antes. Seu sorriso era um mistério. E ele teve medo. Ele simplesmente teve medo. Não tentou outras vezes. Não teve outros dias. Aquele sorriso, aquele misterioso sorriso, não apareceu mais. Mas seu silêncio ficou e era tudo o que ele conseguia lembrar.

Fernanda S. B. Sales

domingo, 27 de setembro de 2009

26 de Setembro de 2009

''Tua caminhada ainda não terminou. A realidade te acolhe dizendo que pela frente o horizonte da vida necessita de tuas palavras e do teu silêncio. Se amanhã sentires saudades, lembra-te da fantasia e sonha com tua próxima vitória. Vitória que todas as armas do mundo jamais conseguirão obter, porque é uma vitória que surge da paz e não do ressentimento. É certo que irás encontrar situações tempestuosas novamente, mas haverá de ver sempre o lado bom da chuva que cai e não a faceta do raio que destrói. Se não consegues entender que o céu deve estar dentro de ti, é inútil buscá-lo acima das nuvens e ao lado das estrelas. Por mais que tenhas errados e erres, para ti haverá sempre esperança, enquanto te envergonhares de teus erros. Tu és jovem. Atender a quem te chama é belo, lutar por quem te rejeita é quase chegar a perfeição. A juventude precisa de sonhos e se nutrir de lembranças, assim como o leito dos rios precisa da água que rola e o coração necessita de afeto Não faças do amanhã o sinônimo de nunca, nem o ontem te seja o mesmo que nunca mais. Teus passos ficaram! Olhes para trás...mas vá em frente, pois há muitos que precisam que chegues para poderem seguir-te.''

Charles Chaplin

Ps: 17.518 - te amarei eternamente!!!!

sábado, 26 de setembro de 2009

O grande museu da vida

Quantas vezes você já se pegou pensando no passado e nas coisas que você costumava fazer? Nas brincadeiras que você tinha com os amigos, nos filmes que assistia 3 vezes por dia, na sobremesa esperada, na falta de lição.
Tenho que dizer que a nossa infância, para qualquer um, foi uma infância que teve boas lembranças.

Outro dia, fui lembrada das músicas que costumávamos ouvir (eu e meus amigos, na década de 90) e devo dizer que foi um momento de nostalgia um tanto quanto engraçado, queima filme e musical. Mas como sou uma pessoa que se orgulha de seu gosto musical do passado, vou fazer uma análise muito bem estudada sobre isso, ok? (mentira, só quero divertir vocês com esse meu - e NOSSO - passado sujo). Para tornar a coisa mais interessante, inventarei alguns quesitos e explicarei alguns pontos.

A nossa música brasileira dos anos 90 foi uma coisa um tanto quanto eclética. Eu sinto que devo começar com alguém que fez todas as minhas tardes de 5a feira pré aula de teatro serem mais divertidas, uma vez que eu e minha amiga sempre criávamos dancinhas e coreográfias para essas músicas. Ressalto que nossas coreografias eram muito mais criativas do que a moça aí faz, modestia parte.
Apresento a vocês a nanica do sertanejo que tentou inovar e sair do sangue da família criando músicas melosas e paradas com coreografias a se discutir e roupas a se analisar...WANESSA CAMARGO!!!!!

Sua obra foi composta por grandes sucessos. O que não posso dizer o mesmo de sua atuação e voz. Mas mesmo assim, entreteve a galera, principalmente a mulherada mini da época e fez a gente se encontrar em cada letra de suas músicas. Para vocês poderem visualizar melhor o que estou dizendo, coloco a sua obra que era a minha preferida ''Apaixonada por você''. Infelizmente não foi possível colocar aqui o clipe oficial, que está uma comédia. Mas dá para vocês verem no site mesmo (http://www.youtube.com/watch?v=cMvKbGPqH0E).
Ela fez outras grandes obras, como ''Amor, amor'', na qual ela interpreta Shakira. Também tem a grandiosa ''O amor não deixa'' que ela atua com seu ex. Aiai...boas lembranças.

Próximo destaque foi ninguém mais ninguém menos que aquele loirinho de olhos azuis que é apaixonado por praia e tem clipes mais bregas que a senhora Wanessa. Mas sua beleza e encanto me pegaram de jeito quando eu tinha lá uns 14 anos, talvez, e cantava suas músicas de cor e salteado, e adorava vê-lo no faustão e ouví-lo falar com sua voz carioca sexy. De quem estou falando? O fofo, gato, lindinho, meigo, apaixonante FELIPE DYLON. No quesito criatividade de coreografias, eu daria zero. Tudo era algo muito natural, entende? Ele na praia, curtindo o som, o mar. Sempre tinha alguma gatinha (inclusive uma convidada especial era atriz da malhação na época) que ele queria conquistar ou ficava paquerando. Enfim, era tudo muito previsível, mas lindo, fofo, meigo e sexy muito interessante para as meninas da minha idade.
Ele criou grandes hits para o momento, mas a top master plus foi sem sombra de dúvida sua música de lançamento ''Deixa disso" que eu faço questão de colocá-la para vocês se encantarem com seu rostinho lindo, fofo, meigo e... e é isso ae.


Seguindo para o próximo sucesso...
Gente, quem se lembra daquela banda de garotos adolescentes que sues clipes eram sempre uma historinha? Lembram? Eles alcançaram o sucesso com muita criatividade nos clipes e nas letras das músicas. Era impossível não rir com o que eles faziam. E é claro que os refrões acabavam sempre na nossa cabeça por pelo menos uns 3 dias (coisa típica de toda música ruim). Mas se alguém começava a cantar, era questão de segundos para o outros entrarem no clima também. Aiai, esses meninos foram responsáveis por grandes risadas e momentos de união na minha infância. Estou falando dos fofinhos Bernardo, Bruno e mais três que não têm nome com B (acho eu), os B5!!!!!!!!!!!!!
Seu grande sucesso foi também o de lançamento ''Matemática''
Agora me diz, quem nunca ficou de recuperação de matemática e quis fugir para ir atrás de uma garota???
(tá, não precisam responder).



Bom, agora, não posso mesmo deixar de falar da dupla mais legal de todos os tempos SANDY E JUNIOR. Olha, eles foram os essenciais para a minha infância. Eu cantava, dançava, fazia apresentações de suas músicas e me apaixonei com o som deles, chorei com o som deles, brinquei com o som deles...gente, eles foram o maior sucesso da minha infância e hoje estão separados. ='/ (5 minutos de silêncio). Bom, eu tinha muitas músicas que adorava, mas uma em especial era minha preferida. O que mais gosto dela é a letra, óbvio. Mas o clipe está bem feito, sabe? (na medida do possível). A coreografia é suportável e o mais importante, a Sandy não fica fazendo caras e bocas exageradas como outras que vieram depois para tentar competir com ela. Segue então a minha preferida ''Quando você passa'' e depois a que tem um significado especial para mim ''Inesquecível''. Aiai...podem cantar junto, eu sei que vocês lembram das letras até hoje.





Bom, para finalizar eu preciso, preciso colocar o clipe que superou todas as minhas expectativas nesse meu momento de rever músicas antigas. Foi um clipe que 1-tem uma coreografia espetacular; 2- As roupas são no mínimo suspeitas; 3- os garotos têm uma cara de sei lá o que, e se você reparar bem, eles tentam de toda forma ficar com cara de sedução - é hilário - (e juro que eu os achava super gatos); 4- A letra da música é bizarra; 5- As rimas então...nem se fale. Mas mesmo assim, eu adorava. Cantava essa música com toda a força. Aiai...foi uma 4a série pertubadora.
Eu deixei no final só para terminar isso daqui com um pouco de MUITA risada.
Analisem e divirtam-se.
E viva o sucesso dos anos 90. uhuww!!!!!
=]

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O que fazer

quando você não sabe o que fazer?

Tenha paciência, mas não perca tempo.


Fernanda S. B. Sales

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O clichê dos cliquês

Já não é de hoje que os homens e as mulheres são seres COMPLETAMENTE diferentes.
O modo de agir, pensar, interpretar as coisas, falar, andar, amar, sonhar...
Sério, as diferenças existem e não é segredo para ninguém.

Acontece que não entender pelo menos o mínimo necessário do outro sexo pode ser um problema.

Mas não estou aqui para dar dicas de relacionamento, tampouco para desabafar.
É que o assunto na mesa hoje foi esse e acabei lembrando de um episódio de Friends que eu adoro, amo, venero, idolatro, sou fã. Infelizmente, não consegui achar na net, vulgo youtube. Mas vou passar a conversa por aqui só para vocês verem um pouco mais sobre essa diferença e a importância de ter uma noção sobre o bicho desconhecido que é o sexo oposto. (Ah! E também para apreciarem a genialidade dessa maravilhosa, incrível, incomparável série). ;D

Divirtam-se!
Fernanda S. B. Sales

FRIENDS - S01E2


Monica: O que vocês homens não entendem é que para nós o beijo é tão importante quanto o resto.
Joey: (Tirando o sarro) Ah! Tá bom.
Silêncio.
Joey: (mais sério) Sério??
Phoebe: É claro.
Rachel: Tudo o que você precisa saber está no primeiro beijo.
Monica: Exatamente.
Chandler: Acho que para nós beijar é meio que a mesma coisa que o show de abertura, sabem? É como ver um comediante antes do Pink Floyd começar a tocar.
Ross: É. E não é que nós não gostamos do comediante. É só que não foi por isso que compramos o ingresso.
Chandler: O problema é que depois do fim show, não importa o quão bom ele tenha sido, vocês garotas sempre querem ver o comediante de novo. Sabe? Nós entramos no carro, enfrentamos o trânsito tentando ficar acordado.
(e aí vem a melhor parte...)
Rachel: É, bom...vou dar um conselho: chame o comediante de volta, se não, na próxima vez, você vai estar na sua casa ouvindo aquele cd sozinho.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Difícil não lembrar do que nunca se esqueceu

O sinal tocou.
Era inicío de algo novo. Do que poderia ser?
Na cabeça dela, tudo que se passava eram cenas passadas. Era a  lembrança do que foi e não voltava mais.
O medo bateu forte de um jeito que nunca tinha batido antes.
E agora?
O sinal tocou de novo.
Novas cenas surgiram. Só que com pessoas diferentes. O andar mudou agora. Ela estava mais alta. As coisas tinham mudado muito e ela não entendia como e o porquê. Aquele sentimento veio de novo. Forte, intenso. Mas não, ela negava para si mesma. '"Está tudo bem''- ela dizia - ''Vai ficar tudo bem'' - ela tentava se convencer.
A porta abriu e trouxe novos filmes. Descobriu novos poderes, entendeu alguns limites. Encontrou algum conforto. Encontrou uma paz. Criou um laço. Se entregou.
E foi por completo. Como nunca tinha sido antes. Sentia-se leve. Nova.
O sinal tocou novamente.
Ela ficou parada tentando entender o que estava acontecendo. E agora? Ela ia para onde? Com quem?
Algumas portas mudaram de lugar. O corredor ficou o mesmo. Mas a porta mudou completamente de cor.
Ela estava estranha. Sentiu um frio, um desconforto. Mas teve força e não sabia direito o porquê.
Alguma coisa dizia que dessa vez o sinal ia tocar mais rápido e que seria a última vez. Ela correu contra o tempo. Se envolveu. Se encontrou. Se conheceu. Ela viveu algo incomparável. Se fantasiou. Mudou o caminho porque a ponte tinha quebrado. Dançou uma valsa. Levou seu melhor amigo junto com ela. Voltou no tempo. Cantou seu hino. Não chorou. Deu adeus e não chorou.
O sinal tocou.
Era início de algo novo. Do que poderia ser?
Na cabeça dela, tudo que se passava eram cenas passadas. Era a lembrança do que foi e não voltava mais.
O medo bateu forte de um jeito que nunca tinha batido antes.
E agora?




Fernanda S. B. Sales
(inspirado na história de uma amiga ;D)




''Estou vendo um filme
Cada estrada que eu passei
Cada história que eu vivi
Os futuros que eu sonhei

Cada dia, cada mês
Cada estação que eu dividi com vocês
Abri meu coração

Se um dia alguém falou
Que o que foi não volta mais
A vida continua a escolha é sua
Sou feliz de olhar pra trás

Como não lembrar de vocês
Como não chorar outra vez
Só de lembrar
Poder te abraçar

Se a estrada se abrir
E eu tiver que seguir
Vou levar comigo cada amor de amigo

Como não querer de novo
Posso até ser bobo com vocês
Viveria tudo outra vez

Portas se abriram
Tive dias de frio
Histórias surgindo
Corações se unindo''

Trecho de ''Fim de Ano'' - Rafinha



segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Aquelas tais

''As palavras! As simples palavras! Como são terríveis! Quantas são límpidas, fulgurantes ou cruéis! Bem quiséramos evitá-las! No entanto, que sutil magia há nelas?...Dirse-ia que dão uma forma plástica às coisas informes e que possuem uma música própria, tão doce como a do alaúde ou a de um violino! As simples palavras! Que há de mais real que as palavras?''
Oscar Wilde

domingo, 20 de setembro de 2009

Algo a se pensar

''Se você ficar procurando maneiras de viver, você não vive''
Patrick Swayze

Uma confissão

Um dia me falaram que eu vejo o mundo cor-de-rosa. Será que foi o reflexo do nascer-do-sol no mar? Ou foi o brilho da estrela? Quem sabe foi o brilho no olhar, a gargalhada da criança. Talvez tenha sido aquele olhar, aquele sorriso, aquele abraço. Ah! Sem dúvida foi o abraço. Foi a intimidade. A confidência. A tarde que durou uma eternidade e que por ali ficou. A palavra. Aquela não dita. A que era essencial para o momento, mas sua ausência beirou a perfeição. Foi ideal. Foi real. Foi o gesto. O toque. Foi o primeiro toque. Foi o seu poder. Seu calor. Foi o beijo. Foram as horas. Os minutos. Os milésimos. Foi o tempo parado. O cada instante. Foi aquele momento. Aquele simples momento. Acho que foram as lembranças. Não sei. Mas lembro que teve um dia em que o vermelho alaranjado do pôr-do-sol misturou-se com o azul do céu e foi como se alguém tivesse pintado, o céu ficou rosa. E naquela dia, naquele instante, o mundo estava rosa para mim. Só para mim.

Fernanda S. B. Sales

(eu devo estar gostando muito do blog para postar algo que escrevi a um certo tempo atrás e que tem um significado especial para mim. Naquele dia, isso foi o bastante. O suficiente.)

sábado, 19 de setembro de 2009

O que fazer

quando você se depara com algo completamente novo?

Sim. Você vai se deparar com isso.
Não importa seu sexo, sua idade, suas experiências, suas ações, seu modo de vida, sua filosofia. Indubitavelmente isso vai acontecer com você. Mais cedo ou mais tarde.

Mas, o que fazer?

O pensamento inicial é fingir que não é tão novo assim. Que você já teve experiências com isso. Que você já viveu muita coisa assim e está tudo sob controle. Não se iluda. As coisas não são tão previsíveis como parecem ser. Talvez você deva então fugir. Corra, corra o máximo que puder. Se proteja. Crie barreiras. Paredes. Faça outras coisas, se distraia. Mas não pare nunca, porque quando você o fizer, ela vai te pegar. Indubitavelmente. Mais cedo ou mais tarde. Então se prepare. Se exercite para tal. Construa situações nas quais você saiba o que fazer. Sinta-se dono da situação. Crie situações reais, não inimagináveis. Não sonhe. Não seja pé no chão. Se entregue. Se Solte. Se feche. Se prenda. Se encontre. Se perca. Não se envolva. Jamais se envolva. Deixe rolar. Fique tranquilo. Tudo está sob seu controle. Divirta-se. Jogue. Brinque o quanto puder. Que tal correr riscos? Fazer coisas novas, coisas nunca feitas antes. Ter coragem para dizer coisas nunca ditas, sentir coisas nunca sentidas, encontrar coisas desaparecidas. Faça o que quiser. O risco é seu. As experiências são só suas. Sinta o calor da emoção do novo. Sinta o medo do desconhecido. Fique cético. Descrente. As coisas não são como a gente acha que são, mas dessa vez é diferente. Elas serão e você nunca esteve tão certo disso. Agora você é o dono da situação. Se iluda. Por que não? Uma hora você vai acordar. Mais cedo ou mais tarde. Indubitavelmente.

Você não entra em um jogo sozinho.
Só não se esqueça que nem sempre é preciso um só vencedor.
Pense nisso.
Faça sua escolha.


Fernanda S. B. Sales

A complexidade do inexplicável

''Os sonhos são como a tradução para uma língua de coisas intraduzíveis de outra; ou como a transposição para linguagem - forçosamente confusa ou complicada - de sentimentos vagos ou complexos, que a redacção normal não pode comportar''
Fernando Pessoa

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Algo a se pensar

''O ser humano está sempre sentindo falta de alguma coisa que acha que já esteve melhor.''
Antônio Torres

Uma das invenções mais espetaculares da história

Há séculos, o homem se dedica a inventar coisas para agradar o próprio homem.
A tecnologia está aí justamente para provar que são tentativas e mais tentativas de satisfazer as necessidades (muitas vezes não necessárias) do ser humano. Tentativas essas que foram bem realizadas, sem dúvida.
A questão que quero colocar é sobre a intensidade dessas invenções.
Por quanto tempo ela te satisfaz?
E o quanto ela te satisfaz?

Dentre todas essas maravilhas criadas, a minha favorita é sem sombra de dúvida a música.
Existe coisa mais bela e emocionante e intensa do que a música?
Desde seus tempos primários, a música era tida como atividade ligada à magia, à saúde, à metafísica.
Sua genialidade foi sendo implementada com o passar do tempo, mas sua essência permanecia intacta.
Há todo o tipo de música. E isso é indiscutível, assim como a sua qualidade. Cada uma tem seu toque especial. Cada uma tem o poder de encantar. De entrar na pessoa e seduzí-la, conquistá-la, envolvê-la. A música tem um poder incondicional, imensurável, inexplicável.

Quantas vezes você já se trancou no quarto, ligou o som no último volume e colocou aquela música? Quantas vezes você estava no trânsito e de repente sua música começou a tocar? E quando você está em um bar e a tal música toca?
O que você sente quando essas coisas acontecem?
É inexplicável, não é?
Você pode estar em uma conversa extremamente boa, fazendo uma atividade intensa, distraído com algo, mas quando toca aquela música parece que tudo parou. Você faz silêncio. Você se envolve. Você por alguns minutos, se encontra.

Acho que alguns dos que me conhecem sabem onde vou chegar.
Eu só poderia estar escrevendo tudo isso se houvesse essa tal música para mim. E muitos sabem que sim, há. Acho que nunca cheguei explicar o quão intensa ela é, o significado (inexplicável) que ela tem.
Em toda música há diversas histórias possíveis de interpretação. Nessa, eu vejo apenas uma. É a interpretação que mais tem a ver comigo, que mais me emociona.

Para mostrar algumas das histórias e aproveitar para mostrar a música para aqueles que não a conhecem, eu colocarei o clipe dela.
Já adianto que a minha interpretação não aparece ai. Na verdade, ela não aparece em nenhuma representação. Ela vai além da ação. A minha interpretação está na pura essência do que eu considero amor.




Se envolva. Se entregue.
Deixe a música entrar em você.
Não pense. Sinta.



''A música é o tipo de arte mais perfeita: nunca revela o seu último segredo.''
                                      Oscar Wilde


Fernanda S. B. Sales

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

3 minutos de pura genialidade

Tempo.
Eita coisinha difícil (se não impossível) de medir.

Primeiramente, já nem podemos tocá-lo. É aquela coisa que existe e a gente tem que aceitar. Ponto.
Tudo bem que muita coisa acontece que simboliza a existência desse karma. Como o cabelo branco surgindo, o sono indo e vindo, o (des)gostar de alguém...

Ok. Com isso acertado, partimos para o próximo ponto.

Ponto número dois, ou segundamente - criando uma palavra se for para seguir a regra - como saber exatamente se o tempo que você ''tem'' é o certo, o universal?
Bom, primeiro que os relógios são a maior bagunça, não é mesmo? E isso é muito bem sentido no final daquela aula chata, que no seu relógio já deu o tempo, mas no do professor ainda faltam aqueles tais 10 minutinhos.
Ok.
E quando saber se o tempo que te ''deram'' é o suficiente?
Vixi...
mas daí não dá para saber.
Por quê?
Bom, voltamos ao início...
é difícil medir o tempo.
E tudo é muito relativo.
O que é suficiente para mim pode não ser suficiente para você, e vice-versa.
Falei algo novo?
Não. Tenho certeza que não.
Então cheguei exatamente onde queria chegar: pare de tentar colocar regras e ditados em tudo que acontece. A vida não é medida de nenhum jeito simétrico. Pelo contrário. Os altos e baixos estão aí para quebrar esse tabú, essa coisa de que tudo vai ter uma regra.
Regra dos 5 segundos;
Crise dos 6 meses;
Crise da meia idade;
...



Te desiludi?
Fique tranquilo, espera 2 minutos que isso passa.


Ok. Tudo isso foi pura enrolação só para você entrar no clima ideal para o que eu quero mesmo mostrar. =]
Se você resistiu, foi fundo e leu até aqui, então gaste mais 3 minutinhos e dois segundos para ver como as coisas são muito relativas. Além de observar a genialidade do senhor Washington Olivetto.

Fernanda S. B. Sales

Algo a se pensar

''Só conservamos a lembrança de um prazer ou a voluptuosidade de uma saudade.''

Oscar Wilde

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

(in)justiça

Depende.
Para mim ou para você, depende.
Impossível saber quem saberia melhor dizer se sim ou se não, mas que ela existe, existe.
Eu me atrevo a dizer que não só existe como é incontestável, por mais duvidosa que ela possa ser. E acredite, ela é.
Não interessa muito como ou o porquê, mas ela acontece e nada podemos fazer para evitá-la. Uns evitam? Ô se sim. E como. Mas há outros que a indagam, a contestam. Fazem de tudo e um pouco mais para tentar explicar o que ela realmente é.
Ousada como sou, digo que é inútil. É uma luta sem um vencedor. É uma história sem final.
É um texto sem nexo. É o que acabou virando isso daqui.
Sem mais delongas, digo que devemos aceitar não os seus resultados, mas a sua existência.
Porque a (in)justiça nada mais é do que a (in)conformidade de algo (in)esperado.

Para mim ou para você.

Depende.

                                                                                         Fernanda S. B. Sales