É tão normal. Nada está acontecendo que parece ser previsível dizer ou imaginar até mesmo as coisas mais surpreendentes. A rotina, aquela que é evitada, que é assustadora, tornou-se a mais intensa companheira. Intensidade que persiste. O poder que sempre aumenta, que toma conta e não deixa de ser. Não é o que se faz. Não é o que se conquista. É o que predomina, o que não tem controle.
É tão inexplicável. Têm tantas perguntas que parece não ter resposta. É o que é procurado, mas dá medo. Medo que faz acreditar que é preciso um sentido, não que o sem explicação é preciso apenas ser sentido.
Fernanda S. B. Sales
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