domingo, 20 de setembro de 2009

Uma confissão

Um dia me falaram que eu vejo o mundo cor-de-rosa. Será que foi o reflexo do nascer-do-sol no mar? Ou foi o brilho da estrela? Quem sabe foi o brilho no olhar, a gargalhada da criança. Talvez tenha sido aquele olhar, aquele sorriso, aquele abraço. Ah! Sem dúvida foi o abraço. Foi a intimidade. A confidência. A tarde que durou uma eternidade e que por ali ficou. A palavra. Aquela não dita. A que era essencial para o momento, mas sua ausência beirou a perfeição. Foi ideal. Foi real. Foi o gesto. O toque. Foi o primeiro toque. Foi o seu poder. Seu calor. Foi o beijo. Foram as horas. Os minutos. Os milésimos. Foi o tempo parado. O cada instante. Foi aquele momento. Aquele simples momento. Acho que foram as lembranças. Não sei. Mas lembro que teve um dia em que o vermelho alaranjado do pôr-do-sol misturou-se com o azul do céu e foi como se alguém tivesse pintado, o céu ficou rosa. E naquela dia, naquele instante, o mundo estava rosa para mim. Só para mim.

Fernanda S. B. Sales

(eu devo estar gostando muito do blog para postar algo que escrevi a um certo tempo atrás e que tem um significado especial para mim. Naquele dia, isso foi o bastante. O suficiente.)

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